Criatividade Humana

tsmaia

A Cabala Judaica alerta que nós contrariamos as opiniões das demais pessoas, unicamente porque estas não se originaram ou foram criadas pelos nossos próprios e brilhantes cérebros.

Essa repulsão se estende também à maneira, como as outras pessoas veem as coisas.

Por que elas são estranhas, esquisitas, ao nosso modo de ver? Opiniões, sempre desagradáveis aos conceitos que fazemos? O juízo dos acontecimentos, que os outros externam estão sempre, em conflito como os nossos e nos revoltando?

Vejam essa: Mila, minha norinha compartilhou no WhatsApp, com título de “Você sabia? ” Vários objetos que a passe de mágica se desmembravam, em outros, diversificando a sua natural utilidade.

Por Exemplo, entre muitas imagens que postou:
1 – tampa de garrafa térmica aproveitada como um pequeno copo para se servir da bebida.
2 – vassoura cujo suporte do cabo permitia ser deslocado para adaptar um pano de limpeza preso, sobre ela.
3 – Grampeadores com fundos móveis em que se poderiam depositar inúmeros grampos de reserva.

Etc. Etc.

A diversificação apresentada para cada objeto causou espanto aos olhares de muitos observadores pela novidade, pela simplicidade, pela criatividade dos que bolaram cada qual.

Desdobrava, assim, a função desses objetos em outros especiais que tornavam os originais mais valiosos, mais úteis, mais importantes e que poderiam “quebrar nossos galhos”, como que, por encanto.

Não obstante, ocorre que é comum surgir, nessas ocasiões, os célebres “desmanchas prazeres”. Em suas elevadas sabedorias rebatem com admirável riqueza de argumentos de algum modo, todas as indicações práticas e úteis que nos são prestadas muita vez, recebidas como bênçãos. Neste caso, todas foram rebatidas e, quantas houvesse também o seriam.

Vamos aproveitar as indicações no exemplo, acima para chamar atenção de como é possível contestar as ideias apresentadas.

1 – Tampas têm função de vedar garrafas. Não podem executar outra finalidade ao mesmo tempo…
2– E os rodinhos pra que servem mesmo? São simples e práticos.
3 – guardo ainda um grampeador dessa mesma marca, por sinal escolhido sem o apetrecho de depositar grampos. As caixas que os trazem, os guardam e os protegem bem. Os grampos não podem ser chacoalhados como os movimentos do grampeador, pois se partem o que traz desvantagens. E pela aí seguia.

Ainda acompanhava uma lição de moral: aquelas palavras alheias, decoradas, que nunca têm importância para os que gostam de postá-las, de usá-las ou de mostrá-las. Esse hábito ilude os demais, como se partisse de alto entendedor da vida. Mas, usadas como “indiretas”, pois elas chateiam e ferem os destinastários: – “SÓ SEI QUE NADA SEI, E O FATO DE SABER DISSO ME COLOCA EM VANTAGEM SOBRE AQUELES QUE ACHAM QUE SABEM ALGUMA COISA”. Palavras do velho Sócrates.

O “desmancha prazer” quer que todos reparem nele um gênio, ainda que incompreendido. Sabe ou deveria saber que ele está arrancando pelas raízes uma valiosa samambaia que pode representar aqui, a criatividade humana. A sabedoria consiste apenas na descoberta do que é simples, nos causa alegria do que é belo, e valioso para nós.

Convenhamos de ideias elementares como que estamos nos referindo, as de arapucas das fazendas, as armadilhas infantis para apanhar insetos brotaram as grandes invenções da humanidade inteira.

Os fantásticos computadores modernos nasceram das maquinetas manuais e caseiras de elaborar tecidos das mitológicas Aracnes da antiguidade. As roupas dos astronautas tornaram-se totalmente invioláveis e sem tradicionais botões que deviam vedar suas partes graças à ideia excêntrica de um beradeiro, um cabra matuto, que a princípio causou espanto de se ligar os tecidos impermeáveis com carrapichos, aquelas plantinhas de calçada da qual brotam os pega-pegas, pubescentes e espinhosos. Isso ocorreu em uma dessas reuniões de criatividade surgidas no Japão e nos Estados Unidos para conseguirem zerar os defeitos, nas grandes indústrias, ou programadas, pela NASA, para conquistas siderais e que se constituíram nos célebres CCQ – Círculos de Controle de Qualidade reuniões, até nacionais em torno de uma mesa caseira, que se difundiram rápidos, no séc. XX, principalmente, no Japão.

Naquele país, do após guerra, tendo os sobreviventes, com seus bens dilacerados e com suas famílias destroçadas resolveram cultivar a consciência da tolerância generalizada. Pesem bem essa palavra: tolerância. Ela se tornou sistemática, aceita como hábito coletivo. Constava que uns deviam aceitar e analisar, com maior benevolência as ideias, de quem quer que fosse, que nunca poderiam ser dirimidas. Eles se reuniram em harmonia, unissonante, em todo país para promoverem a reedificação de uma Nação que possuía uma história de muitas glórias e grandiosas vitórias.

Isso, em torno do resto que toca a derrotados de uma guerra estúpida. Reerguer o que se encontra desbaratado. Partindo de uma pobreza avassaladora para reedificar uma nação rica para o primeiro mundo.

Prosperidade que despontou com dignidade. Graças a magras poupanças familiares e aproveitando cada ideia rudimentar como as muitas que Mila nos trouxe. Com isso surgiram resultados avassaladores e brilhantes.

Citam que os engenheiros aeronáuticos da grande força aérea e guerreira de um Japão dominador, diante da proibição dos vencedores da 2ª guerra de retornarem aos seus elevados postos de trabalho, ocuparam com altivez, submeteram-se com humildade, compreensão exemplar e muita disciplina e dedicação a moverem pequenas as fábricas de bicicletas. No princípio frágeis e de qualidade a desejar e que se transformaram em pujante indústria automobilística de fazer inveja às grandes nações do mundo. Assim, sem matéria prima e qualquer tradição nesse campo.

Portanto, vamos proteger nossas crianças, colocando-as em escolas dignas. Escola de criatividade, sem partido, sem estado. Que nossas famílias não se afastem delas nunca, nesse campo. Preservando, então a sua educação e seus costumes. Sempre que possível proporcionando com todo amor os conhecimentos sobre utilidades. Exaltando com todo ardor a criatividade humana, por banal que seja.

Observem, por falar em criatividade humana que ela não cessa de ser a grande responsável por nossa evolução. E assim, temos que agradecer a ela por vivermos, hoje, mesmo como pobres coitados, com melhor do que reis há cinquenta anos atrás.

Mas não deixem de ver a simplicidade de um DRONE moderníssimo feito de material para ser degustado como um salame, que se destina a regiões inóspita onde se morre de fome. Conheça-o, leia até o fim.
https://exame.abril.com.br/tecnologia/empresa-quer-criar-drone-comestivel-para-combater-a-fome/?fbclid=IwAR1yfBxstKTcwuBgHcHDDkiXJAutgXOcibEbBNxptSHiA–8n-XG_QMcGDo

 

 

 

Sejamos felizes.

 

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