O Irm∴ VOLTAIRE – FRANÇOIS-MARIE AROUET

TSMAIA

O Irm∴ VOLTAIRE – François-Marie Arouet – (1694-1778) filósofo francês, da cidade de Paris. Um dos mais ilustres cidadãos do mundo. Ele personificou a revolução da história do pensamento. Defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica à intolerância religiosa. Foi um dos astros do Iluminismo precursor dessa célebre Revolução.

Teve a felicidade de afirmar:-
“A Maçonaria é a entidade mais sublime que conheci. É uma Instituição Fraternal, na qual se ingressa para se dar e que procura meios de fazer o bem, exercitar a beneficência, como um dos processos para se conseguir a perfectibilidade objetiva. Será extraordinariamente esplêndido se a maioria dos gênios da ação e do pensamento pertencer à Maçonaria”.

Teria dito também que a liberdade é “o poder de fazer aquilo que eu quero”. O seu ideal de liberdade, que parece considerar as luzes da natureza não apenas necessárias, mas suficientes para que cada um tome seu rumo, prevaleceu – ou, ao menos, tem prevalecido –, nos nossos tempos. Veja;- Quatro causas para a liberdade Em – novidades Samauma / 27 de junho de 2018 – pelo Irm Marcos Paulo Fernandes de Araújo* http://samauma.com.br/site/colunas/quatro-causas-para-a-liberdade/

Para ele a Iluminação significa deixar de se arrastar submisso na confusão dos doces e fáceis dogmas revelados pela religião, onde Voltaire declara que na incapacidade “é mais fácil simplesmente aceitar as declarações oficiais”.

 

Veja:

Biografia de Voltaire

Dilva Frazão

 

Voltaire, (1694-1778) foi um filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador. Voltaire, Montesquieu e Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.

Voltaire, pseudônimo literário de François Marie Arouet, nasceu em Paris, França, no dia 21 de novembro de 1694. Descendente de família burguesa, entre 1704 e 1711, foi aluno do Collège Louis-le Grand, em Paris, uma das mais importantes instituições de ensino da França. Iniciou o curso de direito, porém não terminou.

Iluminismo

De temperamento e ideias revolucionárias, Voltaire frequentou a Société du Temple, que reunia libertinos e livres pensadores. Nessa época, os importantes avanços econômicos, culturais e científicos levaram à crença de que o destino da humanidade era o progresso. Além do racionalismo e do liberalismo, outro princípio tipicamente iluminista era o anticlericalismo – posição política contrária ao poder da Igreja.

Voltaire, ligado à alta burguesia, era um crítico fervoroso do absolutismo, da nobreza e principalmente da Igreja, foi um dos pensadores que melhor encarou o espírito do Século das Luzes. Escreveu versos desrespeitosos, dirigidos ao rei Luís XIV, que lhe valeram a reclusão na Bastilha em 1717. Uma vez libertado, foi exilado em Chátenay.

Voltaire foi um combativo escritor. Em 1718 escreveu a tragédia “Èdipo”, com o pseudônimo de Voltaire, que lhe abriu as portas dos meios literários. Em 1726, em um desentendimento com o Cavaleiro Rohan, foi novamente preso. Depois de cinco meses, foi exilado na Inglaterra onde permaneceu até 1729.

Ideias de Voltaire

Na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.

Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade. Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.

Voltaire foi atuante propagandista das ideias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza e, como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.

Cartas Filosóficas

Em 1734, Voltaire publicou “Cartas Inglesas ou Carta Filosóficas”, sua obra mais escandalosa, onde faz uma comparação entre a liberdade inglesa e o atraso da França absolutista, clerical e obsoleta. Condenado pelas autoridades francesas, novamente teve que fugir, sendo acolhido pela marquesa du Châtelet, no castelo de Cirey em Lorena, onde passou dez anos.

Últimos Anos

Em 1744, voltou para Paris e, dois anos mais tarde, foi eleito para a Academia Francesa e introduzido por Madame Pompadour na corte. Em 1749, com a morte da marquesa, e com a perda de prestígio na corte, aceitou o convite de Frederico II o Grande, da Prússia, para viver na corte de Potsdam. Em 1753, depois de se desentender com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Em 1778, viajou para Paris, quando veio a falecer.

Voltaire faleceu em Paris, França, no dia 30 de maio de 1778.

 

 

Autora:-

Dilva Frazão

É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.

Desde 2008 trabalha na redação e revisão de conteúdos educativos para web, para os sites Ebiografia e Pensador, Significados e Todamateria. Apaixonada por História, Geografia e Arqueologia, coleciona moedas antigas e selos. Foi diretora administrativa e financeira da QI Informática.

Original

https://www.ebiografia.com/voltaire/

 

 

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