UM POUCO DA VIDA MAÇÔNICA DE CHURCHILL

Um fato maçônico curioso na vida desse Irmão é citado pelo saudoso Irmão Francisco Assis de Carvalh o, na edição A MAÇONARIA Usos & Costumes, vol. 1, Cadernos de Estudos Maçônicos da Editora Maçônica “A TROLHA” Ltda. – outubro de 1994.

Um turista inglês, de tradicional e abastada família, foi passar suas férias de verão na Escócia e resolveu praticar natação no lago Lockfield. Quando estava se banhando, foi atacado por câimbras em ambas as pernas, o que o obrigou a gritar por socorro.

Um jovem camponês que casualmente trabalhava nas proximidades, ouvindo os gritos de socorro, correu rapidamente, conseguindo tirar o turista já desmaiado, do referido lago, fazendo imediatamente tentativas de ressuscitamento, que foram coroadas de êxito.

Tempos depois, o turista voltou àquela aldeia procurando por seu salvador, a quem perguntou, afinal, quais eram seus desejos e seu programa de vida para o futuro. O jovem camponês confessou que não tinha recursos, mas que seu desejo era estudar medicina.

Os familiares do turista ampararam o jovem camponês e custearam seus estudos, vindo ele a formar-se em medicina e a ser nomeado professor da Faculdade de Medicina de Londres, por seus próprios méritos, por sua alta capacidade e inteligência. Além da Faculdade de Medicina, dedicou-se com empenho e vigor na área da pesquisa médico-científica.

O turista inglês era Winston Spencer Churchill, que mais tarde seria grande estadista e primeiro-ministro da Inglaterra, cujo nome pertence à história. O seu salvador, o jovem camponês, mais tarde médico, professor e cientista famoso, era Alexander Fleming, o descobridor da penicilina e detentor do Prêmio Nobel em medicina.

Os dois foram grandes e ardorosos Maçons da história da Inglaterra. Sir Alexander Fleming foi Venerável Mestre da Santa Maria Lodge nº 2682, no ano de 1925 e, posteriormente, em 1936, também foi Venerável Mestre da Misericórdia Lodge nº 3286; em 1942 serviu como Grande Diácono da Grande Loja Unida da Inglaterra. Sua descoberta científica da penicilina nunca foi por ele patenteada, assim como ele nunca aceitou dinheiro para seu uso pessoal.

Os polpudos honorários advindos das firmas produtoras da penicilina eram canalizados para organizações de caridade maçônicas ou outras entidades beneficentes. Ao Real Colégio de Cirurgia, onde Fleming trabalhava e lecionava, foi doada a importância equivalente a 5,5 milhões de marcos, para novas investigações científicas. A elevada importância foi arrecadada unicamente entre os Maçons ingleses. Este fato nunca foi revelado ou publicado pela imprensa profana.

Outras curiosidades não reveladas: para obter o máximo de dinheiro para auxiliar as vítimas da última guerra, os Maçons ingleses graduados mandaram fundir suas medalhas e condecorações de ouro, no ano de 1940, obtendo a soma equivalente a 337.572 marcos para tal fim.

Mas a mais interessante de todas as coincidências é que o Irmão Alexander Fleming salvou o Irmão Winston Churchill por duas vezes. Vejamos como: a primeira salvou-o da morte por afogamento, no lago Lockfield, na Escócia; a segunda, quando Winston Churchill já era Primeiro-Ministro inglês e ficou gravemente enfermo, às vésperas de participar da Conferência de Yalta. Sua saúde foi então plenamente recuperada graças ao uso da penicilina, descoberta por Fleming, podendo assim comparecer à citada Conferência.

Como se verifica, o destino uniu curiosamente a vida de dois grandes Irmãos da Maçonaria Inglesa”. (Este texto foi publicado pela Revista Maçônica Die Weisse Lilie (O Lírio Branco) nº 38, e traduzido para o português pelo Irmão Ernesto Putz.)

 

ARLS Monteiro Lobato Nº 4.276 GOB PI

25 de janeiro de 2015 · 

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