HOJE É O DIA DO LAVRADOR MAÇÔNICO

Saudações, estimado Irmão!
O Dia dos Pais é celebrado em todo o mundo, embora, não necessariamente na mesma data.

Talvez, a mais antiga menção de homenagem ao pai, tenha sido há 4.000 anos, quando Elmesu, filho de Nabucodonosor presenteou o pai com uma placa de argila contendo inscrições de votos de sorte, saúde e vida longa.

Nas celebrações, o genitor é o alvo das atenções dos filhos e da família e neste dia desempenha passivamente o seu papel. A figura masculina do pai garante a ele a ancestralidade biológica, o orgulho do título ser um epíteto de Deus e o registro civil da geração de uma vida.

Mas, para o Maçom não há inoperância. Ser pai significa mais uma oportunidade de aplicar os nossos preceitos e transferir o legado de exemplos edificantes àqueles que viverão na sociedade que estamos construindo.

Há uma sutil diferença entre o progenitor biológico, que gerou e o procriador que germina almas. Cabe ao pai a responsabilidade de ser o precursor, que ultrapassa a condição de antepassado biológico para uma dimensão espiritual ulterior.

Em analogia maçônica, a pequena vida que nos foi responsabilizada, quando do nascimento do filho, nos transmuta de pedreiros em lavradores. A fragilidade do ser e sua pureza não podem ser comparadas como “pedra bruta”, mas, sim como “terra crua”.

A força do malho e a inteligência do cinzel têm pouca valia, pois ao novo não cabe arestas a serem quebradas, mas, sim, formas a serem moldadas.

O GRANDE PAI NÃO FEZ SEU FILHO EM PEDRA, MAS, EM BARRO E FOI PELA LEVEZA DO AR QUE LHE INSUFLOU A VIDA.

Nossa condição de “Lavrador Maçônico” nos impõe a obrigação de conhecer os ciclos da vida, a fragilidade do amanhecer, a energia do dia e as angustias da noite. Lavrar o filho é ajudá-lo a quebrar os torrões da secura das relações, é ensiná-lo que brisas e furacões são manifestações do mesmo elemento, daí, o comedimento nos prazeres.

É preciso alimentá-lo, não para que ele tenha um tronco robusto, mas para que suas raízes o sustentem, quando da nossa ausência.

É preciso ajudá-lo a projetar seus braços na direção do Sol, mas alertá-lo que o mesmo Sol pode cegá-lo e que não se deve fazer sombra. Por isto, sua vida profissional deve ser pautada na cooperação.

É preciso ensiná-lo a compreender o ciclo natural das folhas que caem, das flores que murcham e que o valor dos frutos está na natural doação.

A MAIS RICA HERANÇA QUE O MAÇOM DEIXA PARA SEUS FILHOS É A COMPREENSÃO DE QUE A VERDADEIRA SORTE É O RESULTADO DO SEU COMPROMETIMENTO, QUE A SAÚDE ADVÉM DE SUAS ESCOLHAS E QUE A VIDA LONGA ESTÁ NAS SEMENTES DOS FRUTOS QUE PRODUZIU.

DEDICO este artigo aos Obreiros das ARLS Caridade Sul Mineira 287 do Oriente de Santa Rita do Sapucaí, que completou 120 anos, no último dia 08 de agosto, de gloriosa atividade maçônica. Parabéns amados Irmãos!

Neste décimo segundo ano de compartilhamento de instruções maçônicas, mantemos a intenção primaz de fomentar os Irmãos a desenvolverem o tema tratado e apresentarem Prancha de Arquitetura, enriquecendo o Quarto-de-Hora-de-Estudos das Lojas.

Precisamos incentivar os Obreiros da Arte Real ao salutar hábito da leitura como ferramenta de enlevo cultural, moral, ético e de formação maçônico.

Fraternalmente
Sérgio Quirino
Grande Primeiro Vigilante
GLMMG
 Sérgio Quirino
Grande Primeiro Vigilante da Grande Loja Maçônica de MInas Gerais
Contato: 0 xx 31 99959-5651 / quirino@roosevelt.org.br
Facebook: (exclusivamente assuntos maçônicos) Sergio Quirino Guimaraes Guimaraes
Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom.
Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.

Ano 12 – Artigo 32 – Número Sequencial 681 – 12 Agosto 2018
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